Aula 34: Introdução ao Mapeamento de Modelos
O mapeamento de modelos é o processo técnico de converter o Modelo Entidade-Relacionamento (conceitual) para o Modelo Relacional (lógico). Nesta fase, as abstrações gráficas de Peter Chen (retângulos, losangos e elipses) são traduzidas em estruturas de tabelas compatíveis com SGBDs comerciais. O objetivo é criar um esquema que preserve toda a semântica e as restrições capturadas no nível conceitual, mas agora em um formato pronto para ser implementado via SQL.
A regra básica do mapeamento é que cada entidade regular (forte) torna-se uma tabela. Todos os atributos simples da entidade tornam-se colunas dessa tabela, e o atributo-chave do MER é eleito como a chave-primária (PK) no modelo relacional. Se houver atributos compostos no MER, apenas os seus componentes simples são mapeados como colunas individuais, garantindo que o banco de dados armazene as menores unidades de informação possíveis.
O mapeamento de relacionamentos é a parte mais sofisticada do processo. Relacionamentos 1:1 e 1:N geralmente não geram tabelas novas, mas sim a migração de chaves estrangeiras entre as tabelas existentes. Já o relacionamento Muitos-para-Muitos (N:M) é o único caso em que o relacionamento do MER obrigatoriamente se transforma em uma nova tabela (tabela associativa), que conterá como PK a combinação das chaves das entidades envolvidas.
Este processo de conversão exige rigor, pois erros aqui podem comprometer a independência de dados e a performance do sistema. Ao final do mapeamento, o projetista terá um conjunto de definições de esquemas de relações que servem como o "planta baixa" para a construção física do banco. Dominar o mapeamento é entender como a teoria relacional de Edgar F. Codd materializa os conceitos abstratos do mundo real.

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